É chegado o momento de dar prosseguimento a partilha da estorinha que levou a criação do Studio Catolico, embora a plataforma blogger não reconheça a existência da palavra estorinha, o que é uma pena.
Passada a fase delicada que foi a segunda metade inteira do ano de 2018, o ano presente entra com a expectativa de um evento internacional, a Jornada Mundial da Juventude no Panamá, que incluía ainda um estágio em São Paulo capital e San Jose, na Costa Rica. Deus nos dê a graça de em algum momento compartilhar essa experiência, bem como as jornadas anteriores - Rio de Janeiro 2013 e Cracóvia 2016. Nesse testemunho, todavia, vou me ater ao cuidado maternal de Maria, símbolo do encontro às margens do Pacífico, que sendo a Porta do Céu, abriu para mim um ano diferente de todos os demais.
Ora, que novidade haveria depois de quase uma década de grupos de oração e eventos? Na minha cabeça limitada e prepotente, depois de tudo - dez países, quinze acampamentos, oito retiros de carnaval, dezenas de retiros, congressos, seminários de vida e "halleluyas" -, ainda que Deus se manifestasse simples e grandiosamente de novo e de novo, não havia mais nada para conhecer das coisas de Deus.
Iludido que fala? Maria abriu as portas do Céu para mim, ela, a Virgem, que foi glorificada no sofrimento de Jesus. O mesmo Jesus me prometera em 2018 que 2019 seria o ano da glória. Perfeito. Vamos lá! É agora? E aí? Eu voltei em fevereiro e nada havia mudado. Pela patologia e também minha infidelidade mergulhei em desesperança. Onde estava a glória prometida? Onde estava Maria que abrira as portas do Céu para mim? Vacilão! Eu tinha esquecido tudo daquele livro, sobre crenças irracionais, aproveitamento da vida nas pequenas coisas, felicidade, esperança!
Eu duvidei do Senhor e não quis esperar. Paralisei então. E o que Jesus fez? Pelas mãos de Maria, me reergueu. Apresentou-me um ano de discernimento vocacional diferente na Comunidade Shalom com experiências profundas de oração comunitária. Deu-me a graça absurda de ser obediente e desapegado e viver coisas que em nove anos eu não tive a coragem de viver. Comecei a mergulhar de cabeça na sede de conhecer as coisas de Deus, ainda que atropelado.
Mas o segundo estalo mesmo foi quando fui visitar a obra de uma casa que, se Deus quiser, vou morar antes de virar o ano. Lembra quando eu falei do livro que me ajudara a descobrir a liberdade interior, mas que não era, de fato, um livro católico? Pois é. Na fatídica visita a obra, um livro que me foi presenteado três anos antes apareceu - do nada - no meio de uma montanha de objetos acumulados e empoeirados. "A Liberdade Interior", ironicamente, era seu nome. A pastora do meu grupo de oração havia me presenteado no meu aniversário de 23 anos e eu, miseravelmente, nunca peguei nele pra ler. Mal sabia eu da riqueza que aquelas páginas "terrivelmente" católicas guardavam.
Deus é, de fato, misericordioso e providente. Antecipando-se, Ele preparou o momento exato para que eu encontrasse o livro e para que gerasse em mim o que gerou à época. Era o livro que o processo vocacional motivava a leitura naquele mês. E que grande transformação causou no meu coração.
Sem me ater a seu conteúdo, posso adiantar que a terceira parte desta estorinha vai finalmente apresentar o terceiro e mais poderoso estalo do Pai do Céu para que este projeto se realizasse.
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