quarta-feira, 24 de julho de 2019

Como cheguei até o Studio Catolico? - PARTE 1

Foram muitos anos participando de grupos de oração e eventos na Comunidade Católica Shalom ainda com o coração relutante em abraçar a verdade tal como ela é. Dezenas de momentos de oração, partilha e conselho com pessoas mais experientes - os acompanhamentos, direções espirituais, até confissões - e uma repetida obviedade que se fazia presente por frases diversas - “tem que rezar”, “o primeiro de tudo é a oração”, “reze”, “pergunte pra Deus”, " a primazia da oração" - no fundo era desprezada por mim.

Mas o amor misericordioso de Deus não desistiu de mim. Pelo contrário, insistiu, persistiu, gritou, conquistou. Em 2019, após passados quase nove anos do meu Seminário de Vida no Espírito Santo, provei de uma força interior tão poderosa, capaz de transformar todas as áreas do meu ser. Já recentemente pude descobrir que tal manifestação não ocorreu antes por conta do meu fechamento. Mas Deus, que é capaz de tirar o bem de tudo - de tudo mesmo! - fez da minha lentidão o seu tempo de graça, o tempo oportuno, o seu kairós.

Como tudo na vida, houve uma prévia, uma preparação. E eu desejo contar como cheguei até o Studio Catolico.

O primeiro estalo foi com o livro “Pare de fazer drama e aproveite a vida”, no segundo semestre de 2018. Trata-se de uma abordagem da psicologia muito interessante, objetiva e cheia de exemplos, que lembra muito aquela santa e salvífica - e violenta! - pedagogia do Ítalo Marsili. O título não poderia ser diferente, visto que a atitude de quem lê disposto a mudar de vida é justamente essa: parar de fazer drama e aproveitar a vida.

Vale destacar que cada palavra daquele livro é perfeitamente conciliável com a moral católica, os processos de oração e autoconhecimento. Embora não se comprometa com a fé, reconhece tanto a importância da espiritualidade, do sofrimento, da doação de si, e traz a felicidade como um processo que não possui viés materialista. Alguém maduro na fé certamente tira muitíssima coisa boa dele. O objetivo aqui, porém, não é fazer uma crítica ou análise.

Bem! Naquele momento épico, de finalização e defesa da monografia, de conflitos familiares, sofrimentos, imaturidades e situações delicadas, a função do livro foi apenas me sustentar. Lembro que na época rezei a Deus pedindo perdão pois havia adotado um método alternativo em relação a vida de oração. Era desesperador. Hoje eu entendo que, mesmo na minha infidelidade, aquele livro era instrumento e permissão de Deus para que eu não sucumbisse. Também entendo a relativa contribuição dele para a busca por uma liberdade interior que, pasmem, foi coroada "catolicamente" por outra manifestação simples e grandiosa de Deus; e esta também inclui um livro no meio.

Entretanto, essa partilha vai ficar para uma segunda parte…

Desde já, te acolho com alegria: seja muito bem-vindo a este locus da graça de Deus.

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